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Na região do Sul do Brasil, especialmente nos Estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ocorre uma família de rochas peculiares que é utilizada como material de construção, denominada comercialmente “Basalto”. Esta rocha é amplamente aplicada nas indústrias de construção civil para confeccionar pisos e paredes, com enfoque especial de usos ornamentais. Além disso, possui uma grande contribuição social ao desenvolvimento regional, principalmente nas cidades originadas de colônias de imigração italiana da Serra Gaúcha.

           A maioria das pedreiras do Basalto produção é concentrada em uma área relativamente pequena que abrange 17 municípios em torno de Nova Prata, sendo que, a cidade referida é chamada de “Capital Nacional do Basalto”. Nesta área, há mais de 400 pedreiras do Basalto que estão em operação, sendo que, a maioria é de escala familiar e cerca de 12 empresas representam uma escala industrial. Segundo a informação fornecida pelo Sindicato de Produtores do Basalto em Nova Prata, a produção anual da área soma-se 15.500 m² de “laje”, que é a mercadoria principal das pedreiras do Basalto.

           O termo científico basalto significa a rocha vulcânica com alto teor de ferro e magnésio e baixo teor de sílica. Entretanto, o “Basalto” da Serra Gaúcha, nome comercial, cientificamente não corresponde ao basalto, mas sim a rocha chamada “Riolito”. Este conjunto de lavas é originado de erupções vulcânica de grande escala que ocorreram há cerca de 125 a 135 milhões de anos, no auge da era dos dinossauros. Esta é a segunda maior ocorrência de grandes derrames de lava basáltica na região continental do mundo.

          A ocorrência, localização e métodos de extração das pedreiras do Basalto e seus produtos comerciais são intimamente relacionada ao modo das erupções vulcânicas acima citadas. A parte basal se caracteriza por ser mecanicamente frágil, porém sua cor é caracteristicamente preta. Devido à fragilidade física, esta rocha não serve para uso estrutural. Entretanto devido à cor fortemente preta, a rocha é extraída e utilizada para uso ornamental.

Em relação ao Riolito, com sua firmeza mecânica, pode-se extrair placas de rochas de boa qualidade como material de construção por trabalhos manuais com talhadeira e martelo, sem maquinários pesados. Esta condição natural viabilizou a extração na área de Nova Prata desde o início do século XX.

          Os produtos gerados pela rocha são diversos, mas a chamada “laje” é o produto principal e mais característico do Basalto da Serra Gaúcha, onde as pedreiras produtoras são concentradas em Nova Prata. Conforme o seu nome, ela é utilizada amplamente para pavimentação de calçados e pisos. A laje tem bons aspectos estéticos, porém não há firmeza mecânica suficiente para pavimentação das avenidas e estradas, onde há passagem de veículos.

          Mais um uso do Basalto (nome comercial) sem fraturas é a brita para construção de estradas. As pedreiras de brita, chamadas regionalmente de “britador”, são espalhadas em vários locais da Serra Gaúcha. Uma parte dos retalhos produzidos durante a extração e beneficiamento da laje também é servida como a brita. Por outro lado, no sopé da Serra Gaúcha, ocorrem afloramentos de lavas basálticas sobrepostas pelo riolito e, esta rocha também é utilizada como a brita. As pedreiras de brita de basalto estão presentes na proximidade de Novo Hamburgo e Osório.

          Eleva-se então o Basalto da Serra Gaúcha como um material essencial e importantíssimo para atividades econômicas desta região, oferecendo uma imensurável contribuição social. O município de Nova Prata e as áreas adjacentes apresentam uma imensa produção do Basalto de diversos tipos, sendo utilizado em várias aplicações nas indústrias de construção da região Sul.​

Por EJMinas - Consultoria Júnior em Mineração e Meio Ambiente da UFRGS.

O Basalto Gaúcho:

Das Suas Origens À Economia Regional.

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